Andrews Smith
Já se passaram três horas desde que acordei, e nem por um segundo ela deixou a minha cabeça.
Irina…
O nome dela pulsa em mim como um mantra doentio, como uma febre que não cede, como uma música repetida até o delírio. Caminho de um lado para o outro no meu apartamento, a camisa aberta, o peito arfando sem motivo aparente. O cigarro apagado entre os dedos e a xícara de café intocada sobre a mesa são testemunhas mudas da minha ansiedade. Não é fome o que sinto, nem sede. É um calor