O silêncio do apartamento parecia zombar dele.
Evan Médici estava sentado no home office escuro da cobertura como uma estátua de marfim sob a luz azulada do monitor ultrawide. Não acendeu nenhuma lâmpada. Não precisou. A única claridade vinha da tela, refletida nas bordas rígidas do paletó Armani que ele sequer tirou ao chegar. As abotoaduras douradas ainda estavam nos punhos, como se a formalidade da aparência pudesse sustentar a ilusão de que ainda estava no controle.
Mas não estava.
O relógi