ARTHUR VALENTE
O motor do SUV rugiu enquanto cortávamos o asfalto em direção ao hangar privado. Meus dedos estavam enterrados no couro do banco, e a foto da nossa futura casa no visor do celular parecia queimar minha retina. Heitor não era apenas um criminoso; ele era um exibicionista do caos. Ele queria que eu soubesse que não havia fechadura, código ou equipe de segurança que ele não pudesse corromper.
— Arthur, você está me assustando — a voz de Maya saiu num sussurro, pequena sob o peso daq