MAYA
Pela primeira vez em meses, o som que me despertou não foi o alerta estridente de uma notificação de escândalo ou o peso de uma angústia sufocante no peito. Foi o silêncio. Um silêncio profundo, macio, interrompido apenas pelo ritmo constante da respiração de Arthur ao meu lado.
Abri os olhos devagar, deixando a luz suave da manhã de sábado filtrar pelas cortinas de linho da cobertura. O sol parecia brilhar de um jeito diferente hoje, sem as sombras das ameaças de Anna ou as manipulações d