MAYA
O ar no quarto ainda estava saturado com o vapor do banho e o perfume da nossa entrega, mas, em um piscar de olhos, a atmosfera mudou. O som insistente do celular vibrando sobre o lençol foi como um corte seco em uma melodia perfeita. Eu ainda sentia o calor do corpo de Arthur contra o meu, a pulsação dele desacelerando, mas quando ele pegou o aparelho, vi sua coluna tencionar de uma forma que me deu calafrios.
Eu o observei de lado, enrolada na toalha, enquanto ele abria a mensagem. A luz