ARTHUR
O cheiro de hospital sempre me remeteu à perda, à frieza de corredores onde o destino era decidido por máquinas e jalecos brancos. Mas, ao entrar no consultório do Dr. Almeida segurando a mão de Maya, o ar parecia diferente. Estava carregado de uma expectativa que eu nunca me permiti sentir antes. Eu, o homem que planejava fusões de bilhões com a precisão de um relógio suíço, sentia minhas palmas suarem como as de um adolescente.
— Podem se acomodar. Maya, por favor, troque-se naquela sa