ARTHUR
O silêncio da casa de praia, que horas antes soava como um refúgio, agora era opressor. O som das ondas batendo contra as rochas parecia o tiquetaque de uma bomba relógio. Eram três da manhã, e eu estava na varanda envidraçada, observando Maya através do vidro. Ela estava encolhida na poltrona da sala, abraçando os próprios joelhos, com o olhar perdido no vazio. Ela não chorava mais, o que era pior; ela parecia ter sido esvaziada por dentro.
Liguei para Vincent pela décima vez naquela ma