MAYA
A claridade que entrava pelas imensas janelas da cobertura parecia me agredir. Eu estava sentada no chão do quarto, encostada na lateral da cama, observando o sol de segunda-feira iluminar um luxo que, de repente, perdeu todo o brilho. Cada metro quadrado deste lugar agora gritava uma verdade insuportável: este luxo foi erguido sobre o sangue do meu pai.
O sobrenome Valente, que antes eu via como um escudo, agora era uma marca de Caim na minha testa.
Arthur tentou me convencer a ficar na c