MAYA
O "pling" do elevador privativo foi o som mais libertador que já ouvi. Quando as portas se abriram na cobertura, o silêncio luxuoso e o aroma de sândalo me atingiram como uma promessa de que o caos havia ficado lá embaixo, trancado do lado de fora dos portões de vidro.
Eu estava exausta. Meus músculos latejavam pela tensão da fuga e minha mente ainda repetia o som das sirenes. Deixei minha bolsa cair no chão de mármore e caminhei até a vidraça, observando as luzes da cidade.
— Acabou, Maya