ARTHUR VALENTE
A porta da minha sala bateu, ecoando o som do vazio que Maya deixou ao ser escoltada. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo zumbido frenético dos servidores e o movimento constante das câmeras de segurança que eu sabia estarem focadas em mim. Meu pai estava assistindo. Ele queria ver os destroços do meu orgulho.
Caminhei até o bar de carvalho no canto da sala com passos pesados. Minhas mãos tremiam, não de tristeza, mas de uma fúria gélida que eu precisava canalizar