ARTHUR VALENTE
O visor do celular apagou, mas aquelas palavras continuaram queimando as minhas retinas no escuro do quarto.
“O quarto dos bebês ficou lindo, Arthur. Uma pena que eles nunca vão chegar a dormir nele.”
Senti o sangue congelar, uma sensação cortante que desceu pela minha espinha antes de se transformar em uma fúria cega, quente e devastadora. Meu peito subiu e desceu numa lufada de ar pesada. Minhas mãos apertaram o aparelho com tanta força que os nós dos meus dedos estalaram, e o