HEITOR VALENTE
Eu nunca subestimei o sangue que corre nas veias de Arthur. Afinal, fui eu quem o moldei. Fui eu quem ensinei aquele garoto a ser implacável, a antecipar os movimentos dos adversários e a tratar o mundo como um imenso tabuleiro de xadrez onde os fracos servem apenas como peões de sacrifício. Mas eu admitia, olhando através das lentes potentes do binóculo de longo alcance, que ele tinha se superado.
A nova residência de Arthur e daquela garotinha insignificante não era apenas uma