POV CARUÃ
O cadeado bateu na madeira de cedro e o som correu pelo corredor vazio.
Tirei a chave do latão e enfiei no bolso da calça.
A palma da minha mão direita ainda formigava.
Fechei o punho com força. Os ossos estalaram. Não adiantou.
Aquela porra de calor continuava ali, presa no centro da minha mão, no mesmo lugar em que toquei a nuca dela na Samaúma. Fui até o bebedouro no fim do corredor e afundei a mão num balde de água de chuva. A água gelada escorreu pelo meu pulso.
Nada.
O ca