O silêncio depois foi mais ensurdecedor do que qualquer palavra.
Laura permaneceu sentada no sofá, os dedos ainda levemente trêmulos, o coração batendo rápido demais para alguém que dizia a si mesma que estava no controle. James estava de pé, a poucos passos dela, o paletó aberto, a postura impecável — mas o olhar… o olhar denunciava que algo nele tinha saído do eixo.
Ele não costumava perder o controle. Muito menos permitir que alguém o deixasse assim.
— Você percebe o que faz comigo? — a voz