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CAPÍTULO 62 — EPÍLOGO: O Que Permanece Seis meses depois.

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O prédio da McCall Holdings não era mais o mesmo.

E, pela primeira vez…

isso era algo bom.

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As decisões eram diferentes.

As reuniões, mais objetivas.

E o medo — que antes silenciosamente dominava os corredores — havia desaparecido.

No lugar dele…

respeito.

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Laura atravessava o saguão com passos firmes.

Salto marcando presença.

Olhar seguro.

Agora não havia dúvida em seus movimentos.

Não havia hesitação.

Ela não estava mais tentando provar nada.

Ela simplesmente…

era.

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— Bom dia, Laura.

— Bom dia.

— Parabéns pela nova diretoria.

— Obrigada.

As vozes vinham de todos os lados.

Reconhecimento.

Admiração.

Mas nada disso a definia.

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Porque a maior mudança não estava no cargo.

Estava nela.

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Dentro da sala de reuniões, tudo já estava preparado.

Apresentações.

Relatórios.

Decisões importantes.

Ela se posicionou na cabeceira da mesa.

Sem cerimônia.

Sem anúncio.

Natural.

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Ryan entrou logo depois.

Como sempre.

Pontual.

Leve.

— Olha só quem virou oficialmente uma ameaça corporativa.

Laura sorriu.

— Eu prefiro o termo necessária.

Ryan sentou-se.

— Ainda prefiro perigosa.

O sorriso dele era o mesmo.

Mas o vínculo entre eles…

havia amadurecido.

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— Como você está? — ele perguntou.

Laura respondeu com sinceridade:

— Em paz.

Ryan assentiu.

— Dá pra ver.

Silêncio breve.

Confortável.

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— E você? — ela perguntou.

— Bem.

— Trabalhando demais.

— Vivendo o suficiente.

Ela sorriu.

— Fico feliz.

Ryan inclinou a cabeça.

— Eu também.

E aquilo era verdade.

Sem peso.

Sem arrependimento.

Sem “e se”.

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A reunião começou.

E Laura conduziu tudo com firmeza.

Sem arrogância.

Sem insegurança.

Ela não precisava dominar.

Não precisava provar.

Ela apenas liderava.

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E todos seguiam.

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Horas depois, já no fim do dia…

o prédio estava mais vazio.

Mais silencioso.

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Laura fechou o último relatório.

Respirou fundo.

E se permitiu um momento.

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Olhou pela janela.

A cidade viva.

Movimento constante.

Possibilidades abertas.

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A porta se abriu suavemente.

Ela não se virou imediatamente.

Mas já sabia.

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— Ainda trabalhando demais — disse James.

A voz dele…

mais calma.

Mais estável.

Mas ainda carregada de tudo que sempre existiu entre eles.

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Laura virou-se.

E sorriu.

De leve.

— Alguém precisa manter tudo funcionando.

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Ele se aproximou.

Sem invadir.

Sem pressa.

Como havia aprendido.

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Seis meses.

E ele manteve a mudança.

Não perfeita.

Mas real.

Consistente.

Escolhida todos os dias.

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— Você está impressionante — disse ele.

Laura cruzou os braços.

— Eu sempre estive.

Ele sorriu.

— Verdade.

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Silêncio.

Mas confortável.

Familiar.

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— Como foi o dia? — ele perguntou.

— Intenso.

— Mas bom.

— E o seu?

James deu um pequeno suspiro.

— Complicado.

— Mas sob controle.

Ela arqueou a sobrancelha.

— Agora você controla melhor as coisas.

Ele respondeu:

— Agora eu escolho melhor o que vale a pena controlar.

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O olhar entre eles se sustentou.

Sem tensão.

Sem disputa.

Só presença.

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— Você ficou — disse Laura.

— Eu disse que ficaria.

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— Mesmo sem garantias.

— Principalmente sem garantias.

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Ela se aproximou um pouco mais.

— Isso ainda me surpreende.

James respondeu:

— Isso ainda me desafia.

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Silêncio.

Mas cheio.

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— E nós? — perguntou ela.

Direta.

Como sempre.

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James não hesitou.

— Nós estamos construindo.

— Sem pressa.

— Sem jogos.

— Sem precisar vencer um ao outro.

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Laura assentiu.

— Eu gosto disso.

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Ele levantou a mão.

Tocou o rosto dela.

Com cuidado.

Com intenção.

Mas sem urgência.

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— Eu também.

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O toque não era mais uma batalha.

Era um acordo silencioso.

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Ela fechou os olhos por um segundo.

Sentindo.

Presente.

Inteira.

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Quando abriu…

não havia dúvida.

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— Eu não me perdi — disse ela.

James respondeu:

— E nunca mais vai.

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Eles ficaram ali por alguns segundos.

Sem pressa.

Sem necessidade de mais palavras.

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Porque agora…

não era sobre intensidade.

Nem sobre controle.

Nem sobre disputa.

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Era sobre escolha contínua.

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Do lado de fora…

a cidade seguia.

Viva.

Imprevisível.

Cheia de caminhos.

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E Laura sabia.

Se tudo acabasse ali…

ainda assim teria valido a pena.

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Mas não estava acabando.

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Estava começando.

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Porque, no fim…

ela não escolheu um homem.

Não escolheu segurança.

Não escolheu intensidade.

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Ela escolheu a si mesma.

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E, ao fazer isso…

finalmente encontrou alguém capaz de caminhar ao lado dela.

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Sem prendê-la.

Sem apagá-la.

Sem dominá-la.

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Apenas…

ficar.

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FIM

Querido leitor,

Se você chegou até aqui… obrigada. De verdade.

Cada página desse livro foi escrita com emoção, intensidade e muito carinho. Saber que você dedicou seu tempo para viver essa história comigo significa mais do que eu consigo colocar em palavras.

Laura, James e Ryan não são apenas personagens — eles carregam escolhas, dores, forças e recomeços que, de alguma forma, também fazem parte de todos nós. E ter você acompanhando essa jornada tornou tudo ainda mais especial. FIM.

Agora eu quero te ouvir 💬

O que você sentiu?

Qual momento ficou marcado?

Quem conquistou mais o seu coração?

Seu comentário é muito importante para mim — ele me ajuda a continuar escrevendo e alcançando mais leitores como você.

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Obrigada por fazer parte disso.

Com carinho,

Kelly Andretto

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