A manhã tinha começado de um jeito tão incomum que até os funcionários mais antigos da empresa soltaram discretos comentários.
Cassio entrou no prédio como quem atravessa o próprio reino. Terno impecável, sorriso fácil, passos leves.
A diferença era absurda.
Nas três semanas anteriores, ele parecia um executivo recém-saído de um terremoto emocional: olheiras fundas, mau humor, silêncio e café.
Muito café.
Quase tóxico.
Mas hoje?
Hoje ele cumprimentou até o segurança da garagem pelo nome.
Pegou