Malu conseguiu passar quase uma semana inteira sem ver Cassio.
Não que fosse fácil.
Ele mandava mensagens todos os dias.
“Chegou em casa?”
“Posso te ligar?”
“Desculpa mais uma vez.”
“Quando posso te ver?”
Ela lia e respondia com educação calculada:
“Hoje estou fora.”
“Semana cheia.”
“Cansada. Vamos falando.”
E, ironicamente, não era mentira.
Francine praticamente a sequestrou para dentro da mansão naquela semana, alegando que Jonas precisava de “imersão total”.
A verdade é que Francine sabia que Malu não queria ir pra casa. E sabia o motivo. Mas fingia não saber, porque ser amiga também era isso: dar abrigo sem cobrar explicações.
A mansão de Dorian e Francine virou seu esconderijo, seu refúgio e, para sua surpresa, um lugar onde o humor estava voltando a aparecer.
Principalmente por causa de Jonas.
O clima entre eles estava cada vez mais leve.
A cozinha, antes silenciosa e protocolar, agora tinha risadas, comentários, piadas que Malu fazia só para ver o cozinheiro disfarçar um sorris