O silêncio que veio depois da notícia parecia até macio.
Um daqueles silêncios cheios, carregados de emoção boa.
Malu foi a primeira a quebrar.
— Meu Deus… então era isso! — ela levou as mãos ao rosto, rindo e chorando ao mesmo tempo. — Era por isso que você tava estranha esses dias! Comendo feito pedreira, caindo de sono, reclamando de cheiro de tudo…
Francine riu, enxugando uma lágrima.
— Pois é… eu também estranhei.
Cássio passou o braço por cima da cadeira e abriu um sorriso orgulhoso.
— E eu oficialmente me declaro o melhor padrinho do mundo. Já podem anotar aí.
— O que te faz achar que vai ser padrinho? — Francine perguntou, arqueando a sobrancelha.
— Porque eu sou irresistível — ele respondeu. — E porque claramente ninguém aqui vai escolher a Malu, que deixa a mãe do bebê passar fome no meio da rua.
— Cala a boca, Bachinni! — Malu jogou um guardanapo nele, rindo.
Dorian estava sentado no sofá, ainda segurando o exame entre os dedos.
Ele não parava de olhar o papel, como se tives