Com a arrumação praticamente pronta, Malu deu dois passos para trás, avaliando a decoração como quem checa os últimos detalhes de uma missão secreta.
— Pronto — ela disse, limpando a testa com o dorso da mão. — Agora eu vou tomar um banho. Se eu for receber convidados com cheiro de desinfetante, a Francine me mata.
Cássio cruzou os braços, olhando para ela com aquele sorriso de quem nunca está 100% comportado.
— Quer ajuda pra lavar as costas?
Malu quase engasgou com a própria saliva.
— Óbvio que não! — rebateu rápido demais.
Ele ergueu a sobrancelha.
— Isso foi um “não” muito desesperado.
— Vai montar os guardanapos! — ela ordenou virando as costas, tentando esconder o riso.
Ele apenas deu um sorriso sacana, aquele cheio de “você quer, mas tá fugindo”, e voltou a arrumar as taças.
Malu fechou a porta do banheiro e respirou fundo.
O coração ainda estava acelerado do beijo, do intervalo, da quase perda total de juízo.
Ela entrou no chuveiro e deixou a água quente escorrer pelas costas,