A madrugada avançava lenta, mas ninguém naquela casa conseguia dormir.
Camila permanecia sentada no sofá, o contrato ainda aberto sobre a mesa, como se as palavras pudessem mudar se ela olhasse tempo suficiente. Ricardo caminhava de um lado para o outro, inquieto, como um animal que finalmente entende a armadilha — tarde demais, mas ainda disposto a lutar.
— Ela não veio aqui só pra provocar — disse Camila, quebrando o silêncio. — Veio pra medir o quanto a gente já sabe.
Ricardo parou.
— E saiu