A lua quase cheia pairava acima do chalé, iluminando a escuridão com um brilho pálido que parecia anunciar que algo estava prestes a mudar. Camila não conseguia dormir — e, pela primeira vez em dias, o silêncio do chalé não trazia paz. Ele trazia inquietação.
Sentada na beirada da cama, ela acariciava o ventre com movimentos lentos. O bebê mexia pouco naquela noite, como se também sentisse que o ar tinha ficado mais pesado. O relógio marcava quase duas da manhã quando a porta se abriu devagar.