A noite caiu devagar, como se o céu tivesse medo de encobrir o que acontecia dentro do chalé.
Depois do abraço na varanda, Camila e Ricardo entraram para evitar o frio que aumentava.
Mas lá dentro, apesar das paredes quentes, o ar permanecia carregado de algo que nenhum dos dois sabia nomear.
Camila caminhou até a pequena cozinha, tentando ocupar as mãos com qualquer coisa — um copo, uma chaleira, um pano.
Mas tudo parecia escapar dos dedos, como se ela tivesse perdido o controle até das pequen