O vento soprava suave sobre o lago de Santa Clara, fazendo as cortinas do chalé se moverem como se o próprio ar quisesse entrar para acolher tudo o que existia ali.
O lugar era simples: uma sala acolhedora, o cheiro de pão recém-saído do forno vindo da cozinha e um quarto que se enchia de luz sempre que o sol nascia.
Era naquele pequeno refúgio que Camila tentava, pouco a pouco, se reconstruir.
Meses haviam passado desde que ela chegara.
Foram dias longos e silenciosos, noites em que a chuva pa