— CAMILA
O chalé estava quieto demais.
Camila acordou antes do sol nascer, sentindo o corpo leve e pesado ao mesmo tempo — leve porque tinha encontrado refúgio, pesado porque sabia que a tranquilidade tinha hora para acabar.
Passou a mão no ventre, sentindo o bebê se mexer suave, como se respondesse a algo que só ele entendia.
— Bom dia, meu amor… — sussurrou, com a voz embargada. — A mamãe prometeu que ia te proteger. E vai.
Quando se levantou, ouviu o rangido suave do assoalho.
Ricardo dormia