O consultório estava silencioso, iluminado apenas pela luz fria que atravessava as persianas.
Beatriz caminhava de um lado para o outro, o salto ecoando no piso como um relógio marcando o tempo errado.
Ela segurava o celular com força.
Os dedos tremiam.
E não por medo.
Por raiva.
— Onde eles estão? — perguntou, sem esperar resposta.
Júlio, o enfermeiro, estava parado perto da janela, inquieto.
Quem o visse assim entenderia, imediatamente, que ele não estava ali por vontade própria, mas por nece