A primeira luz do dia surgiu tímida no horizonte, pintando o céu de tons azulados e dourados.
Dentro do chalé, porém, o amanhecer não parecia um convite à calmaria — parecia um aviso.
Camila abriu os olhos lentamente.
Ricardo ainda estava atrás dela, um braço envolvendo sua cintura, como se o sono tivesse tentado proteger o pouco de paz que eles tiveram durante a noite.
Ela se mexeu devagar.
O corpo doía — não de esforço físico, mas de tensão, de medo, de tudo o que aquela manhã representava.
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