Eu mal tinha terminado de varrer o terreiro a noite quando ouvi o barulho do portão sendo empurrado sem cerimônia. Não foi batida educada, nem chamado pelo nome. Foi empurrão mesmo, daqueles que já chegam anunciando problema.
Nem precisei olhar para saber quem era.
O passo pesado, arrastado, misturado com o cheiro de chiqueiro que parece nunca sair da roupa… só podia ser ele.
Zé dos Porcos.
Apertei os lábios antes de me virar. Ele veio caminhando pelo quintal como se fosse dono do lugar, chapéu