O silêncio após a batalha era espesso, quase sólido. Os estilhaços da realidade ainda pairavam no ar como poeira encantada, tremeluzindo nas bordas da estufa onde tudo acontecera. Arthur estava ajoelhado no centro, os olhos fixos no chão rachado, como se ouvisse algo que mais ninguém era capaz de perceber.
Miguel se aproximou com cautela.
— Arthur?
Os olhos do rapaz se ergueram devagar. Não havia medo neles — apenas um cansaço antigo, como o de quem caminhava em guerra mesmo dormindo.
— Eu vi..