O relógio marcava quatro e meia quando Dean atravessou o corredor de mármore. Cada passo, seco e ritmado, reverberava pela casa como se o próprio silêncio denunciasse o que estava prestes a acontecer.
A luz pálida da tarde filtrava-se pelas cortinas de linho, alongando sombras sobre o tapete. No entanto, nada abafava a sensação ardente que lhe queimava o peito: incredulidade, raiva, desamparo.Empurrou a porta do escritório.Leonor estava ali — impecável num robe de seda azul, pe