Anissa não estava no inferno. Também não estava viva.
Ela existia em um espaço entre estruturas — um território que não constava em mapas espirituais comuns, nem nos registros mais antigos que Valerie já havia consultado. Não era punição. Não era recompensa.
Era contenção.
O lugar onde ela permanecia não tinha chão fixo nem céu definido. Havia fragmentos de arquitetura suspensos no vazio — escadas que não levavam a lugar algum, portas sem paredes, janelas que mostravam lembranças em vez de pais