Estávamos nós ali no meio da floresta. Se me dissessem algum dia que eu passaria uma noite correndo por uma floresta úmida, ao lado do homem que amo e de uma mulher entusiasmada demais com a ideia de “caçar”, eu provavelmente teria rido, ou chamado a pessoa de doida. Mas ali estava eu, tropeçando em raízes, tentando manter um pouco da dignidade enquanto Josette caminhava em nossa frente como se estivesse em um passeio na praia.
-Concentre-se — ela disse, dirigindo-se a Alexander. — O cheiro está forte por aqui, use seus instintos.
-É tão estranho ouvir isso, a forma que você fala parece que estamos procurando pão fresco — murmurei.
Alexander vinha caminhando ao meu lado. Seus olhos brilhavam em um tom avermelhado intenso, ele estava muito inquieto, tudo aquilo era novo, seus instintos se aflorando ouvindo os animais, sentindo as respirações aceleradas e o calor que emanava de seus corpos.
Ele sempre recebera o sangue, nunca precisara retira-lo direto da fonte. O mais assustador