Aurora saiu do prédio da empresa já perto da meia-noite.
O andar estava silencioso demais, e o reflexo do próprio cansaço no vidro do elevador a fez suspirar fundo. Ao atravessar a porta giratória, procurou automaticamente o celular e então o viu.
O conversível preto estava parado do outro lado da rua.
Henrique estava encostado no carro, braços cruzados, postura relaxada demais para aquela hora. Quando a viu, descruzou os braços e sorriu, como se estivesse ali há exatamente o tempo necessário.