(Narrado por Lorena)
Joguei a caixa no chão com um baque seco e fechei a porta do apartamento com o pé. O silêncio tomou conta do lugar assim que me livrei da bagunça da mudança. Eu nem tinha pendurado as cortinas, mal sabia onde estava a cafeteira nova, e já tinha arrumado confusão com um vizinho.
Vizinho não… um chato metido a sabe-tudo, de cara amarrada, cheio de postura de superioridade. Eduardo. O nome dele parecia ter sido cuspido com raiva da própria boca.
— Idiota — murmurei, jogando o