Narrado por Mariana
O táxi me deixou na porta de casa. Nem esperei o motorista sair — apenas paguei, murmurei um "obrigada" sem olhar e fechei a porta com pressa, como se o mundo lá fora fosse capaz de me esmagar.
A chave tremia na minha mão. Cada giro na fechadura parecia gritar comigo: “É isso. Você está sozinha.” Quando entrei, o silêncio me abraçou como um cobertor úmido. Nenhuma música, nenhuma luz acesa, nenhum sinal de vida além da minha respiração descompassada.
Me joguei no sofá como s