Narrado por Lucca
Quando saí do quarto e a vi pela porta entreaberta da varanda, sozinha, com uma taça de vinho na mão e o olhar perdido, meu peito apertou.
Clara sempre teve um brilho natural. Até nos silêncios, ela parecia iluminar tudo à volta. Mas ali, sentada, com o rosto abatido pela luz baixa, ela parecia pequena demais para tanto peso.
Não pensei muito.
Peguei uma blusa leve e caminhei até ela. Meus pés descalços mal fizeram som no piso frio.
— Clara?
Ela virou lentamente.
Me ofereceu u