Théo Narrando
Desde o momento que saímos de casa, eu falei pra mim, mesmo: a Ava podia escolher o que quisesse. Roupa, sapato, bolsa, maquiagem o que bem entendesse. Eu não queria e nem suportava mais aquela cara dela de choro, aquele olhar de piedade, como se o mundo tivesse desabado sobre a cabeça dela e eu fosse o grande vilão da história. Já bastava a dor de cabeça de lidar com os negócios; não precisava de mais esse peso emocional forçado.
Enquanto ela desfilava pelas lojas, escolhendo i