POV Bennet
O relógio na parede fazia mais barulho que o necessário. Cada tique parecia querer competir com o som da minha respiração. Kali disse com todas as letras que agora sou um paciente em estado terminal. Eu ouvi. Mas as palavras se dissolveram no ar, como fumaça de cigarro em uma sala fechada.
“Avançado. Não há mais tratamentos. Terminal.” Não são palavras. São uma sentença de morte. São como tiros em meu peito.
Fico olhando para o envelope ao meu lado da cama, como se as letras impre