Ela não tinha levado guarda-chuva, e a chuva fina e constante caía sobre seu rosto, cabelo e roupas. Sem chamar um táxi, Lúcia decidiu voltar para casa a pé.
No poste de luz, um pardal solitário resistia ao vento e à chuva, sendo impiedosamente açoitado pelo clima. Lúcia soltou uma risada amarga. Ela se sentia como aquele pardal: parada, impotente, esperando que o destino lhe alcançasse.
Suspirou, sem ter outra escolha.
Lúcia lembrou-se de sua pergunta ao médico: “Doutor, eu consigo aguentar até