Mundo de ficçãoIniciar sessãoO vento cortava meu rosto enquanto avançávamos pelas ruas do morro, e os olhares se voltavam para nós. O respeito era inevitável. A presença do "Trio da Morte" nunca passava despercebida. Alguns admiravam, outros julgavam. Mas uma coisa era certa: ninguém ousava se meter. Chegamos à praça, e o clima já estava pegando fogo. O povo se acomodava aos poucos, enquanto o som do pagode ecoava forte pelas caixas de som. Energia pulsante. Vibração única. O tipo de coisa que fazia a favela ferver.
Se tem uma coisa que esse povo sabe fazer, é aproveitar. Churrasco liberado, bebida à vontade. A noite prometia. E, no fundo, existe uma gratidão imensa em poder proporcionar isso. Quem cresceu nessa realidade entende o peso da rotina. Gente que passa a semana inteira se matando no trampo, sem tempo nem pra respirar, só pra no fim do mês ver o dinheiro sumindo em conta de luz,







