Ana entrou no hospital sentindo o peso da madrugada e das palavras de Lucas ainda gravadas em sua mente.
''Vou tentar caminhar rápido pelos corredores, na esperança de não ser notada, mas sei que não vai adiantar muito. Márcia, com certeza vai estar me esperando'' – Ana pensou.
Assim que virou o corredor principal, lá estava ela. Encostada na parede, braços cruzados, com aquele sorriso cínico e desdenhoso que só Márcia soubia fazer.
— Ah, doutora Ana, finalmente de volta ao mundo real? — A voz