As horas que se arrastaram até o amanhecer foram as mais longas da vida de Gabriel. Trancado na escuridão do pequeno depósito, ele se tornou uma extensão da própria casa, um sensor humano registrando cada estalo, cada murmúrio da estrutura adormecida. O tempo se desintegrou. Não havia minutos ou horas, apenas o ciclo interminável do tique-taque de um relógio no andar de baixo e o zumbido quase imperceptível da eletricidade correndo pelas paredes.
Ele não se permitiu sentar. Permaneceu de pé, enc