Acordo sobressaltada, como se algo tivesse me puxado de volta à consciência. Demoro alguns segundos para entender onde estou, até o silêncio pesado da casa me envolver por completo. Olho o relógio na mesinha de cabeceira: 02h30.
Minha garganta está seca.
Levanto devagar, tentando não fazer barulho, e sigo até a cozinha para beber água. O chão frio sob meus pés descalços me desperta ainda mais. Sirvo o copo, bebo em goles lentos… e então percebo.
Uma luz acesa no fim do corredor.
O escritóri