O som da campainha ecoa pela casa, seco, inesperado. Meu corpo reage antes mesmo de eu pensar — o coração acelera, como se pressentisse que aquela visita não traria nada de bom.
— Fica aqui com a Eloise, tá bom? — digo a Lilian, ajeitando o cobertorzinho sobre suas pernas.
— Quem é? — ela pergunta, curiosa.
— Já volto — respondo, forçando um sorriso.
Caminho até a porta sentindo um aperto estranho no peito. Quando giro a maçaneta e abro, o ar parece mudar instantaneamente.
Alice está ali.