Elara não conseguia parar de ouvir seus próprios passos enquanto se movia até a sala. Cada som parecia maior, mais alto, mais revelador do que deveria. Era como se o ar estivesse carregado demais — e estivesse, porque Kael e Leon estavam logo atrás dela.
Ela se sentou no sofá, como se estivesse tentando se convencer de que aquele momento era simples, normal, cotidiano.
Não era.
Kael parou perto da janela, as mãos nos bolsos, mas os ombros tensos demais. A postura dele dizia tudo o que ele nã