CONNOR
Eu achei que ia sentir culpa esmagadora. Que o fim com Blanca ia me quebrar. Que eu ia entrar naquele estado patético de homem arrependido tentando salvar o que já morreu.
Mas não.
O que eu senti foi… silêncio.
Um silêncio estranho, limpo. Como quando uma dor antiga para de latejar de repente e você percebe que estava vivendo tenso há tempo demais.
Blanca tinha ido embora.
E, com ela, a farsa.
Não havia mais noiva. Não havia mais casamento pairando como ameaça. Não havia mais mentira diária vestida de rotina.
Isso… aliviava.
E admitir isso não me tornava um monstro. Só me tornava honesto pela primeira vez em muito tempo.
O que doía — de verdade — era Brooke.
Ela estava ali, em pé, a poucos metros de mim, com os braços cruzados como se fosse a única forma de se manter inteira. O rosto duro, mas os olhos… os olhos ainda estavam quebrados demais para fingir indiferença.
Eu a observei por um segundo a mais do que devia.
Não por desejo.
Por luto.
— Eu não me arrependo de ter sido h