Capítulo 45 • Connor

CONNOR

Eu achei que ia sentir culpa esmagadora. Que o fim com Blanca ia me quebrar. Que eu ia entrar naquele estado patético de homem arrependido tentando salvar o que já morreu.

Mas não.

O que eu senti foi… silêncio.

Um silêncio estranho, limpo. Como quando uma dor antiga para de latejar de repente e você percebe que estava vivendo tenso há tempo demais.

Blanca tinha ido embora.

E, com ela, a farsa.

Não havia mais noiva. Não havia mais casamento pairando como ameaça. Não havia mais mentira diária vestida de rotina.

Isso… aliviava.

E admitir isso não me tornava um monstro. Só me tornava honesto pela primeira vez em muito tempo.

O que doía — de verdade — era Brooke.

Ela estava ali, em pé, a poucos metros de mim, com os braços cruzados como se fosse a única forma de se manter inteira. O rosto duro, mas os olhos… os olhos ainda estavam quebrados demais para fingir indiferença.

Eu a observei por um segundo a mais do que devia.

Não por desejo.

Por luto.

— Eu não me arrependo de ter sido h
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