BROOKE
Quando Connor me defendeu, algo em mim estalou errado.
Não foi alívio.
Foi pânico.
Porque ele não estava só me defendendo.
Ele estava me escolhendo em voz alta — e fazendo isso na frente da mulher que ele ia casar. Ele estava pegando os cacos do coração dela e pisando em cima, como se só quebrar não tivesse sido o suficiente.
— Para — eu disse, mas já era tarde demais.
A palavra amo ainda vibrava no ar quando Blanca me olhou.
E aquele olhar não era de quem tinha sido enganada.
Era de quem tinha sido substituída.
— Então é isso — ela disse, a voz oca. — Vocês dois decidiram por mim. Decidiram esconder que estavam apaixonados.
— Não — falei rápido, levantando. — Não foi assim.
— Não foi? — Ela riu, mas o som saiu errado, quase histérico. — Porque parece muito com duas pessoas que se amam tentando parecer nobres enquanto me deixam com os restos.
Meu peito começou a doer de verdade. Não metaforicamente. Fisicamente.
— Restos? — repeti, a voz falhando. — Blanca, pelo amor de Deus…