CONNOR
Eu parei o carro em frente à casa dele e fiquei ali alguns minutos com o motor desligado, as mãos apoiadas no volante, olhando para a luz acesa da varanda como se fosse um aviso.
Última chance de ir embora. Última chance de não ouvir verdades.
Não fui.
Bati à porta sem pensar demais, porque se pensasse, fugiria. Ele abriu quase imediatamente, como se já estivesse me esperando. Camisa simples, mangas dobradas, o mesmo olhar que me acompanhou por décadas — aquele que enxergava além do que