As mãos dela eram de uma beleza impressionante, com dedos finos e delicados. Por causa da sua profissão, as unhas estavam sempre bem cortadas, limpas e arredondadas.
Filipe engoliu em seco, contendo o impulso de segurar sua mão.
— Volta comigo, e eu te levo para comer algo delicioso.
— Certo. — Patrícia respondeu com desinteresse. — Pode ficar tranquila, eu vou comer sim. Vou aproveitar para ver o que o Sr. Filipe tem para me mostrar nos bons restaurantes.
— Não vou te decepcionar.
Os dois conversaram um pouco e depois seguiram viagem.
Patrícia comentou:
— Não precisa correr, já está escurecendo. Tenha cuidado.
— Pode deixar.
Filipe assentiu com a cabeça, ainda pensando que preferia dirigir mais devagar. Assim, teria mais tempo para passar com ela.
A caminho, de repente, teve que fazer uma frenagem brusca.
— O que foi isso? — Patrícia, que estava quase dormindo, foi acordada de surpresa.
Filipe franziu a testa:
— Vou descer para ver.
Ao inspecionar o carro, pensou consigo: "Espero que