Aurora ficou em silêncio por alguns instantes, os olhos ainda fixos na foto no celular.
Depois ergueu o olhar pra mim, com uma expressão que me desmontou — havia tanto amor e desespero contido naquele pedido, que eu não suportei a ideia de vê-la esperar mais.
— Antônio... — murmurou com a voz embargada. — Eu preciso ver ele...
Assenti sem dizer nada. Fiquei de pé, ajeitei o jaleco e respirei fundo.
— Eu resolvo isso.
Saí do quarto com passos firmes. Cada célula do meu corpo parecia grita