Os primeiros dias sem Ana foram mais longos do que imaginei. O silêncio no rancho parecia maior, como se até os animais percebessem sua ausência. O projeto avançava, sim, mas cada passo era mais pesado. Os funcionários me testavam de forma velada — olhares de dúvida, cochichos que cessavam quando eu entrava, comentários jogados ao vento.
Mesmo assim, resisti. Sempre havia uma pequena vitória em meio à exaustão: um funcionário mais velho me chamou de “patroa” pela primeira vez sem ironia, outro,